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  • Ricardo Welbert

Córrego transborda, invade casas e crise demanda ajuda externa em Pompéu



O transbordamento de um córrego em Pompéu preocupa moradores e autoridades. O município, de cerca de 32 mil habitantes, não tem Corpo de Bombeiros e nem Samu para atuar na orientação da população e no resgate de possíveis vítimas. Por causa disso, o governo municipal, que já decretou situação de emergência, convidou uma equipe de socorristas voluntários de Pitangui, que chegou nesta sexta-feira (7) e deve ficar por lá até o domingo (9).


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De acordo com Geraldo Édson, coordenador da Defesa Civil de Pompéu, o município criou um sistema de monitoramento interno, por meio do qual acompanha as previsões meteorológicas. Foram previstos 80 milímetros de chuva e 70 milímetros para sábado (8).


"Isso pode causar mais uma inundação no bairro São Francisco. Diante disso, estamos com cinco equipes, compostas por três pessoas cada, dispostas 24h para socorrer. A Guarda Municipal, veículos, caminhões, carregadeiras e acabamos de receber uma equipe de bombeiros civis de Pitangui. São profissionais treinados há muito tempo e que têm conhecimentos de salvamento em água, resgate e primeiro socorros. Estão aí para nos auxiliar e dar um conforto maior à população".

Outro desafio que as autoridades locais têm tido é a insistência de alguns moradores de áreas de risco em permanecer em casa, mesmo com os imóveis correndo riscos.


"A gente encontra uma certa residência do pessoal de sair de suas casas. Mas, infelizmente, nesse momento, presamos pela vida do cidadão. Estamos aqui para defender o bem maior, que é a nossa vida. Não são bens materiais. Estamos aqui para tirar o pessoal de dentro das casas em casos de inundação", analisa.

Na manhã desta sexta-feira, um ponto de apoio foi montado para os socorristas na Loja Maçônica pompeana.



Voluntários


De acordo com Edson Souza, coordenador do G3, o atendimento o ao chamado é importante para garantir a segurança da população.


"Fomos acionados pela Prefeitura de Pompéu. Estamos aqui no bairro São Francisco, onde um córrego encheu muito , transbordou, deslocou vários moradores. Um inundação muito grande, que atingiu várias residências.

Ainda de acordo com o coordenador, Pompéu não tem um mínimo preparo para lidar com situações como essa. "Eles não têm Samu, não tem Bombeiros - o que atende aqui é de Bom Despacho. É muito longe. Não têm a menor estrutura para esse tipo de serviço".



Para ajudar a lidar com esse problema, o grupo de voluntários levou na bagagem aparatos para buscas e salvamentos. Montaram uma base na Maçonaria. O Centro Administrativo foi sede uma reunião entre munícipio e a Defesa Civil municipal para traçar estratégias de prevenção e atendimentos.


"Estamos aqui para trazer um possível alento à população. Para podermos dar mais tranquilidade. Trazer a parte técnica. Estamos aqui atendendo da melhor forma possível e o mais importante é saber que, quando se retira alguém de área de risco, tem que ter algumas técnicas. Porque às vezes as pessoas, na ânsia por fazer um belo trabalho de ajudar as pessoas, coloca em risco as vidas delas", destaca Edson.

Ainda de acordo com o coordenador do G3, a qualidade do trabalho depende da compreensão da população compreenda que, se há algum risco, é preciso eliminar esse risco.



Edson Souza explica atuação do G3 em Pompéu (Foto: PMP/Divulgação)

Voluntários do G3 em Pompéu



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