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  • Foto do escritorRicardo Welbert

Operação da PF mira lavagem de dinheiro em universidade mineira


PF representou por 28 ordens judiciais (Foto: PF/Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (8) a operação “J’Adoube”, para combater os crimes de desvio e lavagem de dinheiro da Universidade Vale do Rio Verde (Unincor) e de sua mantenedora, a Fundação Comunitária Tricordiana de Educação (FCTE).



Durante as investigações, a Polícia Federal apurou que a FCTE possuía grande volume de débitos tributários e previdenciários com a União, já vencidos, de R$ 92 milhões. Além disso, havia dívidas trabalhistas de processos judiciais com trânsito em julgado que não foram pagas.


Segundo as investigações, os dirigentes da fundação, de forma premeditada e em conluio com titulares de empresas criadas especificamente para tal finalidade ilícita, teriam desviado, ao longo de mais de três anos, valores das mensalidades dos cursos oferecidos, que deveriam ingressar nas contas da instituição para o pagamento de encargos correntes e dívidas.


Os valores desviados eram referentes às mensalidades de alunos dos cursos de graduação e especialização da universidade, oferecidos em diversos campi do Estado.


A PF representou por 28 ordens judiciais, sendo 16 mandados de busca e apreensão nas cidades mineiras de Varginha (com dois mandados), Três Corações (três), Conceição do Rio Verde (um), Contagem (dois), Nova Lima (dois) e Belo Horizonte (seis), além outras ordens judiciais de apreensão específicas em desfavor de pessoas físicas e jurídicas.


Os investigados responderão por crimes de lavagem de dinheiro, apropriação indébita e organização criminosa, cujas penas, somadas, podem chegar a 22 anos de reclusão, se condenados.


O nome da operação é referência a um termo utilizado no jogo do xadrez que significa “eu arrumo”, para indicar que os investigados criavam (arrumavam/arranjavam) empresas para desvio de valores e consequente lavagem de ativos.


O que dizem as instituições


Por meio de nota, a FCTE informou que os débitos trabalhistas e tributários foram deixados por gestões anteriores e que a atual administração tenta saná-los há mais de dez anos.


A instituição ainda enfatiza que a FCTE e a Unincor estão à disposição para colaborar em quaisquer esclarecimentos.


O grupo encerra a nota dizendo que vive um "excelente momento", com cerca de mil novos alunos.

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