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Quadrilha especializada em estelionato e lavagem de dinheiro é alvo de operação da PF



Operação 'Octanagem' é executada em conjunto pela PF e Receita Federal (Foto: PF/Divulgação)

Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em conjunto pela Polícia Federal e Receita Federal nesta quinta-feira (11) durante operação "Octanagem" (saiba o significado do nome logo abaixo). O objetivo da ação é desarticular uma quadrilha especializada na prática de golpes de estelionato e lavagem de dinheiro com sedes em Divinópolis, na região metropolitana de Belo Horizonte e em Lauro de Freitas (BA).


Em Divinópolis, a ação resultou na prisão do empresário Adriano Jesus dos Santos, dono da rede de postos Xavante, da esposa dele, de dois cunhados do empresário, na Bahia, e de um investigado em Belo Horizonte.


Um dos postos da rede Xavante (Foto: Google Street View/Reprodução)

Foram apreendidos dois carros de luxo que estavam em um condomínio no Centro, computadores, celulares e caminhões-tanque da rede de postos de combustíveis. As contas e bens dos envolvidos foram bloqueadas pela Justiça Federal.


De acordo com a Receita Federal, foram expedidos 13 mandados de prisão temporária, 14 de busca e apreensão e ordens judiciais de sequestro e indisponibilidade de bens de 47 pessoas físicas e jurídicas que são investigadas. A operação recebeu o nome de "Octanagem" porque esse é o nome de um processo de melhoramento da gasolina.


Em Divinópolis, as ordens judiciais foram cumpridas em seis endereços ligados a Adriano Jesus dos Santos e à esposa dele. Os dois foram presos em uma casa em um condomínio de alto padrão, também no Centro.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, com base em um relatório da Interpol (a polícia internacional), ele seria o chefe de uma quadrilha que falsificou mais de 300 documentos.


Carro de luxo apreendido em Divinópolis (Foto: PF/Divulgação)

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Golpes

Os golpes ocorreram principalmente em 2016. Segundo a Polícia Federal, com os valores dos empréstimos, Adriano comprou a rede de postos e passou a lavar o dinheiro dos empréstimos no empreendimento. Ao todo, são 30 postos - a maioria deles na região Centro-Oeste de Minas.


A documentação era usada para abertura de empresas fantasmas, que faziam empréstimos em várias instituições bancárias. Quando o empréstimo era liberado, a quadrilha retirava o dinheiro da conta e desaparecia.

De acordo com delegado-chefe da PF em Divinópolis, Daniel Souza, foram 38 empresas abertas em Minas Gerais e na Bahia. Os empréstimos geraram um prejuízo total de R$ 12,5 milhões em instituições financeiras como Caixa Econômica Federal, Itaú, Banco do Brasil, Santander e Banco Bradesco.


Investigações


As investigações foram iniciadas em julho de 2020, após a Interpol identificar a quadrilha responsável pela expedição de documentos federais e estaduais ideologicamente falsos em Minas.


Segundo a Receita Federal, a partir do uso de identidades, carteiras de habilitação e CPF, a quadrilha "praticou fraudes contra instituições financeiras e posteriormente passou a 'lavar' o dinheiro, obtido ilicitamente, em uma rede de aproximadamente 30 postos de combustíveis".

No trabalho investigativo realizado pela PF com auxílio da Receita Federal, foi possível identificar e qualificar os usuários dos documentos, ideologicamente falsos, expedidos em nome de 47 pessoas físicas e posteriormente utilizados em alterações contratuais de 38 empresas registradas nas juntas comerciais de Minas Gerais e Bahia.


"Esta rede possui grande atuação na região centro-oeste mineira e no mercado imobiliário dos estados de Minas Gerais e Bahia", acrescentou a Receita Federal em divulgação.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Após o término da operação, eles serão encaminhados ao presídio, onde ficarão à disposição da Justiça Federal.

Defesa


A defesa de Adriano disse que, anos atrás, ele teve documentos extraviados, chegou a ser ouvido pela Polícia Civil sobre um suposto empréstimo, mas, segundo o advogado, ficou comprovado que o empresário não tinha envolvimento. Ainda de acordo com a defesa dele, não ficou comprovado nenhuma irregularidade na rede de postos de combustíveis Xavante".


Com informações do "G1".

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