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  • Ricardo Welbert

Substâncias de risco aparecem em águas de cidades do Centro-Oeste


Análise da água detectou elementos perigosos à saúde humana (Foto: Pexels)

Substâncias de risco à saúde foram identificadas em nove municípios do Centro-Oeste de Minas pelo menos uma vez entre os anos de 2018 e 2020. São elas: Araújos, Cedro do Abaeté, Córrego Danta, Cláudio, Moema, Martinho Campos, Pedra do Indaiá, Pitangui e Perdigão.


Entre as substâncias encontradas nas águas dessas cidades estão mercúrio, nitrito, chumbo e níquel - que oferecem riscos de gerar doenças crônicas, como o câncer.


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As informações são do Sisagua (Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano) do Ministério da Saúde, que reúne os resultados de testes feitos pelas empresas e instituições responsáveis pelo abastecimento de todo o país.


Os dados foram publicados pelo “Repórter Brasil”, com análises feitas por técnicos especialistas que dizem que as substâncias químicas identificadas nas amostras foram aquelas geradas pelo próprio tratamento da água, os subprodutos da desinfecção.


Substâncias identificadas são subprodutos de desinfecção (Foto: Pexels)

Segundo eles, os produtos em si não são prejudiciais, desde que estejam abaixo da concentração determinada pelo Ministério da Saúde. O levantamento identificou que nas cidades citadas os produtos estavam acima do limite de segurança, por pelo menos uma vez, entre 2018 e 2020.


O risco é apontado, principalmente, quando a população fica submetida a essas substâncias por um período prolongado de tempo. Nestes casos, o risco de desenvolvimento de doenças crônicas é aumentado.


O que diz a Copasa


Procurada pela reportagem do portal “G1”, a Copasa, responsável pelo tratamento de água nessas cidades, disse que produz e distribui água tratada para seus usuários em estrita obediência aos padrões de vigilância e potabilidade estabelecidos pela legislação vigente.


Tranquiliza todos os usuários, informando que a vigilância e o rigoroso controle da qualidade da água configuram-se como um processo valoroso para a empresa, razão pela qual salienta que a água tratada e distribuída se encontra dentro dos padrões de potabilidade, não representando quaisquer riscos à saúde das populações atendidas.


A Copasa diz também que nos municípios citados pela reportagem está sendo realizado internamente um levantamento pormenorizado com todo o detalhe e rigor técnico que o tema requer, para que sejam esclarecidas quaisquer dúvidas.


Com informações do "G1"





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